Olho à minha volta, vejo peças do mundo a cair: olho à volta, cada problema é um furacão na vida de cada um. Cada erupção é flagrante em qualquer alma, não interessa o quão pequeno esse constrangimento pode parecer ao outro, o que realmente importa é o que se sente.
A dimensão de uma dor, é igual por mais incomparável que seja; a dor é como o amor, não é mensurável.
Mas será que é possível melhorar? Ou esta incerteza manter-se-à para sempre? É o ser humano capaz de perdoar na plenitude ou será isso apenas um trabalho dos deuses?
Quero acreditar que vivo numa situação real mas o passado bem presente torna o trabalho mais difícil.
Tal e qual como eu, este texto vai tornar-se contraditório.
A verdade é que, algo, talvez o sentimento forte que nutro por ti desde o início seja a razão principal para nunca ter saído de forma dramática, deixando os panos descer e o espectáculo acabar.
Acho que foi a piada do primeiro dia e a descontracção dos seguintes; acho que foi o olhar distraído e a mente cheia de pensamentos, muitos deles demasiado desfasados daquilo que é a convivência entre duas pessoas.
Tenho a certeza que foi a visão racional do mundo e o desafio que, automaticamente me propuseste, quando não acreditavas que todas as vidas podem ter realmente um sonho, e que esse sonho não tem que passar necessariamente pelo emprego certo e a carreira de sonho.
Hoje perguntaram-me o que é que vi e continuo a ver em ti e a resposta foi mais fácil do que imaginava. Pensei que depois de tudo, fosse complicado descrever o que sentia e sinto... Mas foi a forma torta de andar, a cara de sono, aquela certeza de quem se levantou cedo demais para saber o que ia vestir e até a forma inequívoca de quem não dava pela minha presença. Algo estava por de trás de ti, lembro-me de pensar que uns olhos tão bonitos conseguiriam com certeza ver coisas que eu não podia ver e que através deles houvesse mais encanto no mundo.
Sim, a palavra certa é encanto, isto porque não sei florear nem rimar mas consigo lembrar-me da música que estava a ouvir da primeira vez que te vi: Fix you dos Coldplay (um cliché que achei engraçado e talvez por isso nunca tenha esquecido) e que à quarta ou quinta vez, depois de ter tentado chamar a tua atenção, perguntei-me se serias tão desengonçado a abraçar como a correr para a sala. Recordo-me de rir por dentro e sorrir para fora, com a certeza que tu não sabias que de ti saía uma luz especial.
Sim, outra palavra certa é especial; por seres especial, ou por não teres nada a ver com nada. E sem expectativas, porque essas já tinham ido no dia em que deixei a cadeira no meio do corredor, deixei-me levar por uma incerteza boa.
E, para mim, tudo se desenrolou de forma simples; gostava de ti, o que é que podia ser complicado?
Mas tive que esperar por ti. Esperar porque achava que podias ser o amor da minha vida mesmo sabendo que podia ser tudo inglório.
Mas não fiquei quieta, as respostas não chegariam se eu não pegasse no telefone várias vezes. Havia algo que eu não podia negar e não podia largar, assim, sem tentar.
E por isto, acho que perdoar não é um trabalho lá de cima, mas sim um trabalho que o amor acaba por conquistar. Perdoa-se porque se tenta chegar mais à frente, acima do céu. Tenho dúvidas que fizesse sentido de outra forma.
Afinal, foram os teus defeitos que colocaram a bold a opção que podias chegar para ficar.
sábado, 13 de agosto de 2016
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Interferências
Existe um conjunto alargado de variáveis que começam a interferir na nossa equação; duvido que tenhamos culpa destas interferências externas mas ainda assim, elas influenciam a nossa independência a acções.
Sinto que talvez seja a altura certa de resolver e fazer as pazes com o passado, apertar-lhe a mão e seguir a frente mas a verdade é que sei que o passado é muitas vezes forte de mais.
Queres voltar porque sou o teu falhanço pessoal, o teu erro, a pedra no teu sapato e como tu dizes, o amor da tua vida para sempre.
Na verdade, tenho muitas reticências quanto ao amor da tua vida, tu não podias ter feito aquilo ao amor da tua vida; ao amor da tua vida tu tratas como um jardim, e só queres que cresça. Pelo contrário, tu cortaste-me ainda assim acharias possível crescer comigo, envelhecer comigo.
Acredito, e sei, que comigo era tudo mais fácil; as discussões eram simples e o amor era um acontecimento certo. Voltávamos os dois, umas vezes eu, outras tu, era certeiro.
Não há nada que reste entre nós, nem o respeito, nem a amizade, perdeu-se tudo, ás seis da tarde de um dia qualquer à três anos atrás, não é justo que pretendas ou faças intenção de voltar.
Desejar-te boa sorte, uma vida como sempre sonhaste é o único argumento que o meu orgulho permite devolver.
Caí muito, bati com a cara, com as pernas, com as costas e voltei a subir para cair outras vez. subi, e caí vezes sem conta, agindo que cada queda era um novo começo. Escondi as cicatrizes, voltava a subir e a tocar contigo o céu; tarde ou cedo voltavas a tirar-me o tapete. Costumava ver o tempo passar pela tua janela, tentava soprar as sombras do nosso relacionamento e quanto mais via o mundo andar mais vontade tinha de perdoar e esquecer tudo. Olhava-te, com frequência, enquanto dormias; ás vezes odiava-te, questionava-me como é que tu poderias deitar, descansadamente, a cabeça na almofada e noutros tinha a certeza que era contigo que queria ficar e por muito que doesse, eu seguiria firme.
Mas não foi assim tão simples e há sempre um dia e uma hora, em que o corpo se cansa e a palavra desistir torna-se vocabulário essencial.
Tanta confusão, a certeza que merecia melhor, a indecisão de não saber que caminho escolher e o pronuncio de que não havia futuro. Foi difícil o último dia, o adeus final, o virar de costas sem intenção de voltar.
A ressaca do nosso amor levou anos a passar, levei anos a apagar-te do meu coração, a juntar os pedaços da minha vida. Hoje, e por culpa, única e exclusivamente, tua tenho uma atitude completamente incorrecta; desconfio do mundo, tento controlar quem está à minha volta, manipulo e testo; volto a manipular e a testar novamente e quanto tu me vens à mente, mais especificamente o mal que me fizeste, torno-me estupidamente arrogante. Sem sentimentos. Fria.
O tempo é valioso e tem sido ele a amenizar todas estas covariáveis e apesar de guardar muito do aconteceu entre nós, só para mim, vou tentando que quem esteja à minha volta saiba que o que passei foi grave para uma menina, que nada sabia sobre a selva das relações.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Estamos sentados... Lá fora ninguém sabe o que se passa dentro de quatro paredes. As aparências iludem e aquilo que mais ilude é o interior.
Admitir a derrota é sempre difícil, mais ainda quando ela se torna emergente.
Para alem da derrota, o que dói mais é sentir que podia haver mais futuro no passado.
Hoje, e agora, não vale a pena chorar... Lamentar.... Discutir. O que vale a pena é seguir em frente, não descurando dos erros do passado.
Hoje, tarde mas cedo entendo que sou mais e é mesmo por não querer ser demasiado bondosa que me transformo em má.
Um bocadinho de água, luzes off e admirar o amanhã.
Admitir a derrota é sempre difícil, mais ainda quando ela se torna emergente.
Para alem da derrota, o que dói mais é sentir que podia haver mais futuro no passado.
Hoje, e agora, não vale a pena chorar... Lamentar.... Discutir. O que vale a pena é seguir em frente, não descurando dos erros do passado.
Hoje, tarde mas cedo entendo que sou mais e é mesmo por não querer ser demasiado bondosa que me transformo em má.
Um bocadinho de água, luzes off e admirar o amanhã.
terça-feira, 26 de abril de 2016
Choose
Quanto tempo andamos nós à procura da pessoa certa, com aqueles e outros atributos que inventamos na nossa cabeça enquanto imaginamos a perfeição? Perdemos demasiado tempo nessa procura e vamos gozando o prato com as pessoas que, à priori, já sabemos que são as erradas.
Quanto tempo poderíamos nós poupar se apontássemos a seta e, mesmo não acertando no alvo, ficássemos para ver no que dava.
Cada vez se torna mais emergente em mim o término das coisas furtivas e torna-se, também, mais importante o reverso e o regresso às origens.
Hoje senti saudades, saudades de mim em específico e também das coisas que gosto de fazer; olho à minha volta e sinto que nada disto faz sentido, que apenas estou a alimentar uma situação que mais tarde ou mais cedo vai ter que acabar.
São estas conversas com amigos que me fazem querer voltar atrás e optar por ir, uma vez que não se pode amar alguém que não vive da mesma forma. Existe um delay muito grande entre nós e senti-o hoje com mais intensidade.
Troquei duas ou três palavras com alguém que me é muito querido, alguém que faz parte da minha vida à muitos anos e que me conhece bem; senti no discurso dele o meu discurso, os meus anseios, os meus desejos, aquilo que eu queria para mim se pudesse escolher.
Na verdade não posso escolher mas posso desistir de tentar construir algo forte sob o movediço que é a tua vida.
Aquilo que me preocupa é que a minha coragem desvanece cada vez que te vejo..E por hoje, perdi as palavras, perdi a vontade de dizer seja o que for. Acho que preciso de tempo para mim.
Quanto tempo poderíamos nós poupar se apontássemos a seta e, mesmo não acertando no alvo, ficássemos para ver no que dava.
Cada vez se torna mais emergente em mim o término das coisas furtivas e torna-se, também, mais importante o reverso e o regresso às origens.
Hoje senti saudades, saudades de mim em específico e também das coisas que gosto de fazer; olho à minha volta e sinto que nada disto faz sentido, que apenas estou a alimentar uma situação que mais tarde ou mais cedo vai ter que acabar.
São estas conversas com amigos que me fazem querer voltar atrás e optar por ir, uma vez que não se pode amar alguém que não vive da mesma forma. Existe um delay muito grande entre nós e senti-o hoje com mais intensidade.
Troquei duas ou três palavras com alguém que me é muito querido, alguém que faz parte da minha vida à muitos anos e que me conhece bem; senti no discurso dele o meu discurso, os meus anseios, os meus desejos, aquilo que eu queria para mim se pudesse escolher.
Na verdade não posso escolher mas posso desistir de tentar construir algo forte sob o movediço que é a tua vida.
Aquilo que me preocupa é que a minha coragem desvanece cada vez que te vejo..E por hoje, perdi as palavras, perdi a vontade de dizer seja o que for. Acho que preciso de tempo para mim.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
22
Há sempre uma voz pequenina em nós, regula o seu volume consoante a confusão que vai pelo nosso coração; tento calar essa voz com diversas ocupações, faço um esforço para a levar de mim, tão longe quanto possa.
Faltam 30 quilómetros, a minha desilusão vai aumentando e com ela aumento o volume do rádio; tento esquecer a situação, tento arranjar estratégias que me levem a acreditar que é possível e que sou eu que estou enganada. Isso é possível?!
Não acredito em ti, e tenho todo o direito em não acreditar e quanto menos acredito menos gosto de ti; tento agradar-te só para fazer parte do teu desfile mas nada me parece suficiente.
O sentimento vai reduzindo e aquilo que aumenta é a sensação de posse, que não posso ter por ninguém mas que é sempre a última a desvanecer.
Não és o homem da minha vida e eu recuso-me a perder tempo; sabes ainda não o conheço, não sei se é alto, se é baixo, se tem os olhos azuis ou castanhos, se é engraçado ou se não gosta de piadas. Mas sei que ele deve estar ao meu lado, em todas as situações e deve sempre lutar para ser parte integrante da minha vida.
Não é que tu tenhas muitos defeitos, ou que seja eu muito esquisita mas eu não me importo de te ver ir embora, e já não me importo quando vais sem hora para voltar. Já não me interessa se vens, se ficas, se te deixas ir ou se te perdes. Mais uma vez, não estou apaixonada ao ponto de te pedir para te sentares.
És uma alma livre, sem emoções, sem sentimentos e não sei se saberás algum dia gostar de alguém; pensas que gostas, atrai-te a possibilidade de eu ser inteligente, parecida a ti, gostar de te ouvir e ser ma audiência calada, sorrindo ao teu espectáculo. Eu posso ser isso, mas posso ser muito mais coisas.
Eu sou um camaleão de relações, ajusto-me a todas e tento ser o mais próxima do outro.
Estou próxima de te perder, mas serei eu, mais uma vez, quem te vai entregar à vida novamente; é um desperdício de personalidades pois com toda a certeza existe alguém que gostará de mim exactamente como sou e também haverá alguma mulher que seja tão feel good como tu.
Até aqui, fiz um esforço para te abrir os olhos, para que olhasses para os meus e me desses a garantia de que estás para o que der e vier; dei-te todas as pistas, mas cansa esta luta contra alguém que está a anos luz de mim.
Afaste-te de mim, agora que vais a tempo de não me odiares; afaste-te de mi e fica tu com boas recordações porque eu de ti já não levo nada; deixo que penses que me ensinaste o que sei.
Não me conheces e, infelizmente, já vai tarde para eu voltar atrás e dar-te uma noção de realidade. Este é o preço que eu tenho que pagar por não saber gostar de ti como és; por te querer mudar, constantemente.
Cansei-me de ser eu, a única que tentou mudar alguns dos seus hábitos para te agradar. Tu tinhas que ter acompanhado essa evolução e se não estás disposto a ajustar-te a mim, então também não podes estar para gostar de mim.
Com isto, e porque agora os ventos são de mudança e de alteração, peço-te que não estranhes se eu não atender, se eu não estiver, se eu me for embora sem ti, sem te avisar. Não vou encontrar alguém melhor que tu, nem é meu intuito criar outra relação. Mas a vida tem que avançar e eu sempre ouvi dizer que não nos devemos demorar onde não pudermos amar, e de ti, contigo, por ti, não há mais nada.
Não estranhes, e por favor, não me aches igual a todas as outras... Tarde, muito tarde vais ler este texto e vais perceber que foi feito para ti. Hoje, neste ano em que lês estas palavras, nós já só somos vestígios de uma amizade de faculdade. Lembrarás-te das minhas palavras, conversas intermináveis no opel astra preto; dos meus gritos, das discussões, das desculpas, mas não te vais lembrar porque é que acabou e eu vou pedir-te que faças um esforço e que, nunca mais, faças o que me fizeste a mim.
Faltam 30 quilómetros, a minha desilusão vai aumentando e com ela aumento o volume do rádio; tento esquecer a situação, tento arranjar estratégias que me levem a acreditar que é possível e que sou eu que estou enganada. Isso é possível?!
Não acredito em ti, e tenho todo o direito em não acreditar e quanto menos acredito menos gosto de ti; tento agradar-te só para fazer parte do teu desfile mas nada me parece suficiente.
O sentimento vai reduzindo e aquilo que aumenta é a sensação de posse, que não posso ter por ninguém mas que é sempre a última a desvanecer.
Não és o homem da minha vida e eu recuso-me a perder tempo; sabes ainda não o conheço, não sei se é alto, se é baixo, se tem os olhos azuis ou castanhos, se é engraçado ou se não gosta de piadas. Mas sei que ele deve estar ao meu lado, em todas as situações e deve sempre lutar para ser parte integrante da minha vida.
Não é que tu tenhas muitos defeitos, ou que seja eu muito esquisita mas eu não me importo de te ver ir embora, e já não me importo quando vais sem hora para voltar. Já não me interessa se vens, se ficas, se te deixas ir ou se te perdes. Mais uma vez, não estou apaixonada ao ponto de te pedir para te sentares.
És uma alma livre, sem emoções, sem sentimentos e não sei se saberás algum dia gostar de alguém; pensas que gostas, atrai-te a possibilidade de eu ser inteligente, parecida a ti, gostar de te ouvir e ser ma audiência calada, sorrindo ao teu espectáculo. Eu posso ser isso, mas posso ser muito mais coisas.
Eu sou um camaleão de relações, ajusto-me a todas e tento ser o mais próxima do outro.
Estou próxima de te perder, mas serei eu, mais uma vez, quem te vai entregar à vida novamente; é um desperdício de personalidades pois com toda a certeza existe alguém que gostará de mim exactamente como sou e também haverá alguma mulher que seja tão feel good como tu.
Até aqui, fiz um esforço para te abrir os olhos, para que olhasses para os meus e me desses a garantia de que estás para o que der e vier; dei-te todas as pistas, mas cansa esta luta contra alguém que está a anos luz de mim.
Afaste-te de mim, agora que vais a tempo de não me odiares; afaste-te de mi e fica tu com boas recordações porque eu de ti já não levo nada; deixo que penses que me ensinaste o que sei.
Não me conheces e, infelizmente, já vai tarde para eu voltar atrás e dar-te uma noção de realidade. Este é o preço que eu tenho que pagar por não saber gostar de ti como és; por te querer mudar, constantemente.
Cansei-me de ser eu, a única que tentou mudar alguns dos seus hábitos para te agradar. Tu tinhas que ter acompanhado essa evolução e se não estás disposto a ajustar-te a mim, então também não podes estar para gostar de mim.
Com isto, e porque agora os ventos são de mudança e de alteração, peço-te que não estranhes se eu não atender, se eu não estiver, se eu me for embora sem ti, sem te avisar. Não vou encontrar alguém melhor que tu, nem é meu intuito criar outra relação. Mas a vida tem que avançar e eu sempre ouvi dizer que não nos devemos demorar onde não pudermos amar, e de ti, contigo, por ti, não há mais nada.
Não estranhes, e por favor, não me aches igual a todas as outras... Tarde, muito tarde vais ler este texto e vais perceber que foi feito para ti. Hoje, neste ano em que lês estas palavras, nós já só somos vestígios de uma amizade de faculdade. Lembrarás-te das minhas palavras, conversas intermináveis no opel astra preto; dos meus gritos, das discussões, das desculpas, mas não te vais lembrar porque é que acabou e eu vou pedir-te que faças um esforço e que, nunca mais, faças o que me fizeste a mim.
terça-feira, 19 de abril de 2016
100
Pedes-me para ter calma, dizendo e afirmado repetidamente que nem todos os homens são iguais. Pois eu ia jurar que sim, são todos iguais.
Quando comecei a crescer, queria acreditar que ia conhecer eventualmente o homem da minha vida; um príncipe encantado que iria fazer com que, finalmente, todas as peças encaixassem.
Enquanto olho para ti, e falas sobre o que sentes e não sentes, aquilo que fazes ou não podes fazer, vou vendo o filme atrás de ti. Confiar em ti é uma missão impossível e da qual não te posso por a par.
Dizer-te que não és digno da minha confiança, que te acho completamente indisponível e que és extremamente egoísta seria destruir-te e a minha função aqui não é essa.
Vou dizendo que tu és capaz, que tens muito futuro, e que és fantástico; ainda assim, não confio em ti.
Tenho a certeza que se te dissesse toda a verdade, tu não conseguirias viver com os segredos da minha vida; tu não sabes do que eu sou capaz, do que eu já subi e de onde eu já estive. Tu não sabes o que é viver nesta montanha russa entre a felicidade e a tristeza extrema e eu só sei viver assim.
Ontem, enquanto encarávamos a cidade de longe, quis contar-te tudo, voltar atrás 8 anos e explicar-te o quão perdidamente apaixonada já estive e que se aguentei tudo foi por esse amor inexplicável que senti.
Não, tu não és menos que ele. És diferente. Não te posso magoar da mesma forma.
Eu vivi na fronteira entre o amor e o ódio, onde tudo era possível; onde nada era pecado.
Na verdade, quando eu te digo que doeu muito, que passei por muito, é real mas ainda assim, eu fiz igual... Tão igual que não sei até que ponto sou diferente dele.
Esta situação está a correr mal no sentido em que se mantém, pelo menos da minha parte, as pequenas omissões por não me sentir segura. Acho que foi assim com ele... Quando deixei de me sentir segura, foi o fim, a subida à dança demoníaca de quem tem um vício. E eu tinha, e esse vício foi ele...
Hoje, se fechar os olhos, consigo voltar lá, a todas as lágrimas, ao desespero, à falta, ao riso, aos abraços e especialmente aos regressos... Os regressos tinham muito sabor, eu sabia esperar por ele, aceitando que a única experiência que conhecia era aquela.
Sinto que esta cidade me quis dar uma segunda oportunidade e eu não a soube aproveitar.
Tomei decisões importantes nas ultimas horas e eu não te vou deixar sair daqui com o argumento de que a culpa é minha. Da minha desconfiança, ciúme e até paranóia.
Vou deixar -te andar... Sem te preocupar, sem me preocupar. Falando, avaliando, vendo... Quando deres por ti, não vais saber como é que te conseguiste apaixonar outra vez, e depois vais aprender que eu não sou perfeita e que é importante manter os olhos abertos.
Na verdade, tenho a certeza que me vou lembrar de ti, para sempre, como a pessoa mais interessante e parecida comigo; não te vou ter para sempre, e vou tentando amenizar a exponencial de paixão que vou sentido por ti. Vou tentando jogar a lei do desapego que te vou pedindo para me ensinares e quando acordarmos vamos ver que aprendemos muito um com o outro.
Há dias em que não te sinto, há outros que te quero sentir por inteiro... Como te disse, esta minha mania de ter caprichos é um erro e uma armadilha em que vou caindo acompanhada. Nada imediato, nada como as histórias de encantar diziam. Temo que não sejas o meu príncipe, temo até que esses não existam. Voltei a fechar os olhos, voltei a culpá-lo por tudo isto, por mim, por ti, por nós. Culpo-o por não ter ficado, culpo-o por me ter feito apaixonar e agradece-lhe porque se não fosse tudo aquilo eu nunca teria encontrado alguém tão fascinante como tu e que me faz acreditar que é possível mesmo que não confie no teu coração.
E duvido que possa algum dia confiar... Mas tu não vais saber.
Quando comecei a crescer, queria acreditar que ia conhecer eventualmente o homem da minha vida; um príncipe encantado que iria fazer com que, finalmente, todas as peças encaixassem.
Enquanto olho para ti, e falas sobre o que sentes e não sentes, aquilo que fazes ou não podes fazer, vou vendo o filme atrás de ti. Confiar em ti é uma missão impossível e da qual não te posso por a par.
Dizer-te que não és digno da minha confiança, que te acho completamente indisponível e que és extremamente egoísta seria destruir-te e a minha função aqui não é essa.
Vou dizendo que tu és capaz, que tens muito futuro, e que és fantástico; ainda assim, não confio em ti.
Tenho a certeza que se te dissesse toda a verdade, tu não conseguirias viver com os segredos da minha vida; tu não sabes do que eu sou capaz, do que eu já subi e de onde eu já estive. Tu não sabes o que é viver nesta montanha russa entre a felicidade e a tristeza extrema e eu só sei viver assim.
Ontem, enquanto encarávamos a cidade de longe, quis contar-te tudo, voltar atrás 8 anos e explicar-te o quão perdidamente apaixonada já estive e que se aguentei tudo foi por esse amor inexplicável que senti.
Não, tu não és menos que ele. És diferente. Não te posso magoar da mesma forma.
Eu vivi na fronteira entre o amor e o ódio, onde tudo era possível; onde nada era pecado.
Na verdade, quando eu te digo que doeu muito, que passei por muito, é real mas ainda assim, eu fiz igual... Tão igual que não sei até que ponto sou diferente dele.
Esta situação está a correr mal no sentido em que se mantém, pelo menos da minha parte, as pequenas omissões por não me sentir segura. Acho que foi assim com ele... Quando deixei de me sentir segura, foi o fim, a subida à dança demoníaca de quem tem um vício. E eu tinha, e esse vício foi ele...
Hoje, se fechar os olhos, consigo voltar lá, a todas as lágrimas, ao desespero, à falta, ao riso, aos abraços e especialmente aos regressos... Os regressos tinham muito sabor, eu sabia esperar por ele, aceitando que a única experiência que conhecia era aquela.
Sinto que esta cidade me quis dar uma segunda oportunidade e eu não a soube aproveitar.
Tomei decisões importantes nas ultimas horas e eu não te vou deixar sair daqui com o argumento de que a culpa é minha. Da minha desconfiança, ciúme e até paranóia.
Vou deixar -te andar... Sem te preocupar, sem me preocupar. Falando, avaliando, vendo... Quando deres por ti, não vais saber como é que te conseguiste apaixonar outra vez, e depois vais aprender que eu não sou perfeita e que é importante manter os olhos abertos.
Na verdade, tenho a certeza que me vou lembrar de ti, para sempre, como a pessoa mais interessante e parecida comigo; não te vou ter para sempre, e vou tentando amenizar a exponencial de paixão que vou sentido por ti. Vou tentando jogar a lei do desapego que te vou pedindo para me ensinares e quando acordarmos vamos ver que aprendemos muito um com o outro.
Há dias em que não te sinto, há outros que te quero sentir por inteiro... Como te disse, esta minha mania de ter caprichos é um erro e uma armadilha em que vou caindo acompanhada. Nada imediato, nada como as histórias de encantar diziam. Temo que não sejas o meu príncipe, temo até que esses não existam. Voltei a fechar os olhos, voltei a culpá-lo por tudo isto, por mim, por ti, por nós. Culpo-o por não ter ficado, culpo-o por me ter feito apaixonar e agradece-lhe porque se não fosse tudo aquilo eu nunca teria encontrado alguém tão fascinante como tu e que me faz acreditar que é possível mesmo que não confie no teu coração.
E duvido que possa algum dia confiar... Mas tu não vais saber.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Goodbye
Depois desta confusão, desta discussão completamente rotineira, assumo que não sou mulher para ti neste momento. Desculpa, e a palavra desculpa é a única que ecoa na minha cabeça.
Desculpa por não te saber pedir desculpa, por não saber acreditar, por não saber confiar. Desculpa saber dizer adeus.
Tentei recordar, sentei-me na minha secretária e reli tudo outra vez; cada palavra minha para ele, cada lamentação dele para mim, cada oportunidade minha, cada pedaço de mim que voou.
Eu não era assim, eu nunca fui assim; eu já gostei, sem pensar em mais nada, sem procurar nada, a confiar a 100%; fecharia os meus olhos para ele me guiar, e sem medos daria passos largos. Não consigo fazer o mesmo contigo, nem com ninguém.
A verdade é que tu tens razão; para mim os homens são todos iguais e todos fazem exactamente o mesmo, de forma diferente é certo, mas no fim todos nos irão trair.
Encontrei a resposta que procurei durante tantos anos, e encontrei-a da pior forma, aos berros, a discutir, a voltar ao mesmo sítio, vezes e vezes sem conta.
Interrompendo o teu raciocínio, desrespeitando o teu momento e sorrindo por conseguir, mais uma vez, tirar-te do sério.
Eu tentei e isso posso jurar-te mas estes refúgios da mente vem ter comigo; estou a falhar, a falhar muito.
Podes não acreditar, este é o primeiro texto directamente para ti... O primeiro e receio que seja o último.
Não tens, não mereces, não precisas de tolerar uma dor destas; não faz parte do teu trabalho curares-me desta doença que me foi transmitida pelas milhares de vezes em que bati com a cabeça na parede.
Agradeço a tua paciência, a tua resiliência e vontade de ficar mais um dia para ver o que era; agradeço mas não te posso deixar ficar para sempre nesta esfera.
Acredito, também, que desta vez tu tenhas percebido que não me pertences e que estejas, simplesmente, a tentar encontrar uma boa forma de me o dizeres sem magoar, sem me fazeres chorar porque, sinceramente, sei que nunca o farias.
Por isso, e por tudo, não te culpo se tiveres que ir; fui muito egoísta, só pensei em mim, num flashback de vidas que já não existem.
Desculpa, nunca terei oportunidade de te o dizer de outra forma que lamento esta solitária em que me transformei, que procura desculpas para um fim dramático.
E desculpa, por não saber dizer mais nada do que desculpa.
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